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Parceria da Unilehu e Prefeitura oferece cursos

A parceria entre a Universidade Livre para a Eficiência Humana (Unilehu) e a Fundação de Ação Social (FAS) tem gerado bons frutos. A primeira atividade em conjunto foi o curso de informática básica. O programa Liceu de Ofícios da Prefeitura Municipal foi a entidade responsável por subsidiar custo dos cursos. A turma foi concluída com 17 alunos e totalizou 60 horas/aula. Além do curso de informática existem também turmas de Desenvolvimento, Habilidades e Competências (DHC). A série de atividades da Unilehu integra agenda de cursos reformulados para atender metodologia da Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape).

O curso de informática, que ocorreu de 31 de maio até 29 de junho, teve carga horária de 60 horas. O treinamento teve três módulos: Windows Vista, Word e Excel. “Hoje ter conhecimento de informática é fundamental. É comum que essa disciplina esteja presente em concursos públicos. Ter conhecimentos de informática é pré-requisito para não ficar fora do mercado. Além de criar meios para que o estudante abra a mente para o universo da tecnologia, que é algo emergente”, diz a instrutora do curso Luciana Souza. A faixa etária dos estudantes varia de 18 a 50 anos.

A estudante Judite de França, 40, retomou cursos de informática. “Estou relembrando os conhecimentos que já tive”, conta. Judite lembra ter feito cursos em 1997 e sabe que é essencial se atualizar das novidades do mundo digital. A aluna da Unilehu já trabalhou como auxiliar de produção e agora está em busca de novos ares profissionais. “Pretendo investir na área de informática. Quero me capacitar para trabalhar no setor administrativo”, confessa.

“Com a qualificação profissional o trabalhador tem mais condições de se efetivar no trabalho. Às vezes é comum saber de vagas ofertadas, mas não preenchidas devido a candidatos sem qualificação específica”, opina Judite. André Caruso, 29, também integra a equipe. É a primeira vez que ele faz curso de informática. “Está valendo a pena. Tenho aprendido várias coisas novas”. O estudante guarda o sonho de trabalhar no ramo de turismo. “Gostaria de ter oportunidade na área de atendimento ao público. Acho que com o que eu aprender no curso da Unilehu vou poder usar em vários ambientes de trabalho”, diz com sorriso no rosto.

Ações como o Dia do Voluntariado servem para motivar funcionários para que se tornem mais participativos na sociedade. O HSBC é o primeiro banco a cumprir a cota de vagas para pessoas com deficiência (PcD) e hoje soma mais de 1000 PcD inseridos no quadro de colaboradores. A instituição bancária ainda mantém grupos permanentes que adotam instituições para desenvolver doações periódicas, além de atividades como jardinagem e pintura.

DHC
O curso de Desenvolvimento de Habilidades e Competências (DHC) foi elaborado para oferecer noções de empreendedorismo pessoal, ética e qualidade no trabalho, etiqueta social e profissional, segurança no trabalho e relacionamento interpessoal. A turma foi formada por 20 alunos e as aulas fora ministradas na Unicuritiba, empresa parceira da Unilehu.

Parceria com FAS
A proximidade entre Prefeitura de Curitiba e Unilehu proporciona oportunidade de capacitação para a PcD. “A parceria está sendo proveitosa. Podemos adiantar que novos treinamentos estão programados para o segundo semestre. Como curso de mecânica, dentre outros”, declara a presidente da Unilehu, Andréa Koppe.

Desse modo a Unilehu e o Liceu de Ofícios oferecem condições de autonomia a pessoa com deficiência. “Com qualificação sócio-profissional, oportunidade e inclusão no mercado no trabalho oferecemos possibilidades de desenvolvimento para as pessoas”, diz a coordenadora de qualificação profissional do Liceu, Eloá Serpa.

A diretora da Fundação de Ação Social, Ana Maria Ghignone, lembra que há situações em que empresas ofertam vagas, para atender ao regime de cotas, que não chegam a ser preenchidas devido à falta de capacitação dos candidatos. “Nosso objetivo é tornar essas pessoas eram produtivas tanto para si mesmas quanto para a sociedade. É dessa maneira que irão poder mudar o foco de vida e se sentirem inseridas no meio social”.

Fotos: Mário Daud

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